Lernu

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sábado, 22 de março de 2008

O Signo da Cidade



As pessoas são sozinhas e estão sozinhas, neste filme. Os encontros entre os personagens são causados pelo acaso, mas cada um tem que decidir o que fazer do seu destino. O entrelaçamento dos destinos dos personagens está encadeado como num poema. Essa é a grande força desse filme, que leva do riso às lágrimas, como quem faz uma rima. Personagens fortes, com interpretações incríveis. Não dá para esquecer as passagens do Juca de Oliveira e da Eva Vilma.

A teia de acontecimentos está muito bem montada e a musica encaixa tão bem com as cenas, que é difícil perceber quando a música começa. Vale a pena prestar atenção nas canções originais, com letras da Bruna e musicadas pelo Ricelli e pelo Zé Godoy. Os cenários da Cidade de São Paulo, as ruas maltratadas, o concreto, funcionam como um reflexo da angustia dos personagens. O filme, embora tenha passagens de uma tristeza surpreendente, termina com uma visão otimista, solidária e esperançosa, da situação humana.

A estréia do Ricelli como Diretor de cinema não poderia ter sido melhor, e , para quem conhece a poesia da Bruna, esse roteiro poético não é surpresa.

"Se perdem gestos,
cartas de amor, malas, parentes.
Se perdem vozes,
cidades, países, amigos.
Romances perdidos,
objetos perdidos, histórias se perdem.
Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento.
Mas não existe perda,
existe movimento."



2 comentários:

Luciana disse...

Bem multi teu blog.
Infelizmente ainda não vi este filme, mas está na lista dos que tenho que assistir.
Amplexosss

Anônimo disse...

Uhmmm já quero ver!

Beijos

Núbia - www.nubibella.com