Lernu

lernu!

domingo, 23 de março de 2008

Pocket PC pronto pro mato!



Finalmente, depois de muitos meses fazendo trabalho de escritório, vou pro campo!!!!
Nada demais: examinar alguas areas devastadas por mal uso em assentamentos do INCRA, talvez algumas carvoarias...
Nenhuma ação: Muita miséria e exploracao humana...
A parte boa será conhecer o Cerrado!
Como os equipamentos do trabalho ainda não chegaram, vou colocar meus brinquedos para trabalhar no campo. Claro que sempre uso o pocket no trabalho, mas são usos eventuais, apenas para facitar algumas situações. Ainda não havia utilizado meu PDA como principal instrumento de coletas de dados no campo.
Assim, me veio a idéia de escrever tudo, desde a preparação até o uso.
Primeiro, que programas levar? Bem, longe de acessos wi-fi , e contando talvez com uma rede de GPRS nas cidades próximas, um controlador tráfego será essencial.
Escolhi, depois de procurar muito, o GPRS Monitor ds SPB. Instalou uns ícones na tela Today que me parecem nuito úteis. Usei pouco, pois quase não uso o EDGE, já que tenho Wi-fi em casa e no trabalho não dá tempo mesmo. Até agora se mostrou útil.
Para navegação com GPS, uso o IGO. Excelente, embora aqui em Goiânia o rotemaneto das ruas esteja desatualizado... Mas vamos ser francos: Alguém consegue rotear Goiânia????
Bem, pra uso no campo preciso de um progrma que transforme meu PDA em uma estação de GPS: tenho que gravar os pontos, gravar as trilhas e de depois ser capaz de exportar esses dados para programas de geoprocessamento. A escolha foi o GPS TUNER. Nos meus primeiros testes, fui capaz de navegar por uma imagem de alta resolução da cidade, que eu calibrei utilizando o proprio GPS Tuner e o Google Earth. Não deu tempo de baixar e calibrar imagens dos pontos no campo, mas vou testar o geoposicionamento. Os desenvolvedores alegam que utilizam algoritmos que aumentam a precisão do GPS. Vamos ver...

Bom, já ia esquecendo do próprio GPS. O Dell Axim X50V não tem GPS embutido, assim vou usar meu GPS bluetooth global Sat. Esse eu já testei muito pelas cidades e já me tirou do sufoco muitas vezes... Sou uma criaturinha completamente desorientada... O Aparelhinho é quase perfeito: Tem uma bateria praticamente infinita, robusto, conecta muito bem com o PDA e cabe no bolso... É do tamanho de uma caixa de fósforos.
Para entrada de dados: Ficar catando milho no tecladinho nativo ou no Resco keyboard é fora de questão! O teclado a resco é muito bom para pequenas anotações , mas não é ágil quando é preciso alternar entre letras e números. O teclado nativo é muito pequenino... Assim, escrever direto na tela me pareceu a solução ideal... O sistema nativo de reconhecimento do Windows Mobile é uma maldade... O Pocket te treina a escrever direito! Como eu já passei da idade de ter aulas de caligrafia, estou experimentando o Calligrapher. A versão 8.0 tem um sistema estatístico de aprendizado... Assim a medida q você usa, o programa aprende a reconhecer sua letra. Incrível como as palavras mais usadas são rapidamente reconhecidas! Estou testando há pouco tempo, mas o aprendizado já é sensível. Bem, para um uso mais demorado, textos mais longos e tal, o tecladinho dobrável da Palm é ótimo. Depois q você se acostuma com o tamaninho das teclas dá para utilizar com relativo conforto.

Além da preparação tecnológica, há os cuidados com a integridade física do bichinho: Além da case de aluminio, verdadeira armadura, estou levando saquinhos de PVC para o caso de chuvas inesperadas e proteção contra a poeira das estradas. Também fiz uma pequena e feia gambiarra, amarrando a stilus ao corpo do PDA com uma linha de pesca. Assim não tenho que passar horas procurando a canetinha...
Bem, essa semana tento mandar fotos da aventura pro google!


sábado, 22 de março de 2008

O Signo da Cidade



As pessoas são sozinhas e estão sozinhas, neste filme. Os encontros entre os personagens são causados pelo acaso, mas cada um tem que decidir o que fazer do seu destino. O entrelaçamento dos destinos dos personagens está encadeado como num poema. Essa é a grande força desse filme, que leva do riso às lágrimas, como quem faz uma rima. Personagens fortes, com interpretações incríveis. Não dá para esquecer as passagens do Juca de Oliveira e da Eva Vilma.

A teia de acontecimentos está muito bem montada e a musica encaixa tão bem com as cenas, que é difícil perceber quando a música começa. Vale a pena prestar atenção nas canções originais, com letras da Bruna e musicadas pelo Ricelli e pelo Zé Godoy. Os cenários da Cidade de São Paulo, as ruas maltratadas, o concreto, funcionam como um reflexo da angustia dos personagens. O filme, embora tenha passagens de uma tristeza surpreendente, termina com uma visão otimista, solidária e esperançosa, da situação humana.

A estréia do Ricelli como Diretor de cinema não poderia ter sido melhor, e , para quem conhece a poesia da Bruna, esse roteiro poético não é surpresa.

"Se perdem gestos,
cartas de amor, malas, parentes.
Se perdem vozes,
cidades, países, amigos.
Romances perdidos,
objetos perdidos, histórias se perdem.
Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento.
Mas não existe perda,
existe movimento."